Sistema híbrido alivia culpa de queimar o asfalto com um Porsche Cayenne S

Porsche Cayenne
Porsche Cayenne

O utilitário esportivo Cayenne foi o modelo escolhido pela Porsche para ser o primeiro híbrido da marca. Não é para menos: desde o lançamento de sua primeira geração, em 2003, foram vendidas quase 300 mil unidades no mundo todo. Além disso, como se trata de um veículo grande e pesado — são quase cinco metros de comprimento e mais de duas toneladas — não seria problema colocar uma bateria de 288V sob o assoalho do seu porta-malas com capacidade para até 1.690 litros.

 

A nova versão “ecológica”, apresentada em 2010, está à venda na Europa e nos Estados Unidos, mas ainda sem previsão de importação oficial para o Brasil. No Velho Continente ela custa 65.900 euros (cerca de R$ 150.250), exatos 5.000 euros mais que o Cayenne S somente a combustão. Sob o capô há um seis cilindros em V emprestado dos Audi S4 e S5 conversível que rende 333 cavalos e 44 kgfm de torque. Paralelo a ele há a unidade elétrica de 47 cavalos e 30 kgfm de torque a míseras 1.150 rpm.

 

Apesar de toda essa serenidade, o Cayenne Hybrid é um S. Isso significa que ele tem apetite para uma tocada esportiva, caso o motorista assim deseje. A atitude começa ao pressionar o botão Sport, no belo console (também semelhante ao do Panamera). Ao pisar fundo nessa configuração híbrida, os dois motores estarão em ação juntos, ao mesmo tempo. Com isso, os 2.240 kg do carro (sem falar do peso dos ocupantes) chegarão aos 100 km/h em 6,5 segundos e poderão ir até 242 km/h.

 

O comportamento dinâmico no modo Sport une os motores e também faz a suspensão trabalhar de forma mais radical: reduz altura em relação ao solo e torna o funcionamento mais firme e rápido. Resumindo: contorna curvas como um carro, e não como um utilitário. Aliás, o Cayenne é um dos pouco utilitários pesados que têm um comportamento como esse. Não é para menos: trata-se de um Porsche S! As frenagens também têm pedigree graças aos discos nas quatro rodas, 360 mm de diâmetro na dianteira e 330 mm na traseira, e pinças com seis e quatro pistões, respectivamente.

São oito marchas no automático, sendo que as duas últimas são extremamente longas para reduzir a rotação nas velocidades de cruzeiro (ou de “velejar”). Imagine que aos 140 km/h citados, com o motor a combustão em funcionamento, o conta-giros aponta 1.300 rpm. Ou seja, está praticamente apagado. 

 

Um câmbio desses, mesmo que seja num veículo com tração integral nas quatro rodas, consegue ter alguma economia de combustível. Ainda mais se tratando de um híbrido, onde as questões são justamente gastar menos e reduzir emissões de gases.

 

A Porsche divulga que  o consumo médio do Cayenne S Hybrid é de 12 km/litro em trechos mistos cidade/estrada, porém mal chegamos aos 9 km/litro durante a avaliação. As experimentações de afundar o acelerador e aliviar para sentir o funcionamento de motor elétrico, depois de combustão, e vice-versa, despertava a curiosidade e impedia bons números de consumo. Na prática, percebe-se sutilmente a mudança entre um sistema e outro. Como estão acoplados e separados apenas por uma embreagem extra, é tudo muito quieto e eficiente.

 

ENERGIA EM MOVIMENTO

O motor/gerador capta energia de frenagens, por exemplo, para recarregar a bateria (não há necessidade de ligar o carro na tomada). A unidade central do potente sistema de som é também GPS e o indicador de carga: um desenho do esqueleto do carro aponta setas vindas das rodas em direção à bateria, indicando recarga ao aliviar o acelerador e ao acionar os freios. Já sob aceleração, as setas saem da bateria em direção às rodas, mostrando o uso da carga recém-adquirida.

 

Cabos “sarados” ligam a bateria ao cofre do motor e passam a corrente necessária para que tudo funcione perfeitamente. Segundo a fábrica, para manter o conjunto sempre em ordem é preciso cuidar dessas conexões e deixar a manutenção a cargo de revendas oficiais.

 

O segundo Porsche a receber o pacote híbrido é o Panamera, também sem previsão de vir ao Brasil. Aos consumidores dos países que já oferecem esses híbridos alemães com um toque esportivo, há um pouco de desencargo de consciência ao pisar fundo prejudicando menos o meio ambiente. Nada mau: rodar a quase 250 km/h, poluindo cada vez menos e se divertindo cada vez mais!

 

Fonte: Uol carros

 

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